Entrevista – Tubarão (Conexão Baixada)

em

CANAL 013(6)

Salve Família!
O papo de hoje é com o Tubarão, vocalista do Conexão Baixada. Muitos de vocês vão se lembrar dele pela música “Na Palma da Mão”, do Imunidade Musical e do filme “O Magnata”, onde ele fazia “ligações 1000 volts” pro personagem do Paulo Vilhena.
Ficou classe A, confiram:

– Como começou seu intereresse e sua caminhada na música?
T: Nasci dentro da música… meu pai era violonista, compositor e cantava também, meus tios também tocavam. Com 12 anos de idade, montei meu primeiro grupo de rap, que era só DJ e três MC´S… dali em diante, se iniciou minha caminhada na música. Até que, em 2012, conheci a rapaziada do Conexão, começando pelo Indio do Sax e formamos uma banda e com apenas um mês participamos de um festival com mais de 500 bandas, organizado pela Rádio Enceada, que não existe mais. Ganhamos o festival e vimos que tínhamos uma chance de seguir no cenário!

– No começo da década passada, foi formado o Conexão Baixada. Nos conte um pouco sobre a trajetória da banda e de como andam as coisas atualmente
T: Ganhamos o festival e em 2003, resolvemos gravar o primeiro disco. Éramos uma banda independente, sem empresário, sem apoio, mas conhecíamos uma rapaziada que estava despontando. O próprio Chorão participou desse disco, também o Rappin Hood, Gustavo Black Alien, que eram parceiros nossos! Fizemos uma matéria na época pro Jornal da MTV, que foi apresentada pelo Chorão e dali pra frente começou,
Em 2006, apareceu o convite junto com o Bonadio, pra participarmos da música “O Ragga da Baixada”, do Imunidade Musical, que era um disco da volta do Chorão, depois do racha com os primeiros integrantes. Aí a gente acompanhou aquela turnê, logo após rolou o filme, dali pra frente gravamos mais um disco, tocamos em vários lugares… Até que, em 2013, rolou o convite da Globo pra sermos tema da novela “Amor à Vida”, com a música “Selva de Pedra”. Na sequência, veio o convite da Som Livre, pra gravarmos um disco novo, chamado “Pra Que Lutar em Vão?” e agora, estamos gravando um disco novo, com a nova formação. Estamos desde 2013 sem gravar nada e agora estamos entrando em estúdio!

– Em 2005, vocês participaram da música “Na Palma da Mão”, do disco “Imunidade Musical”, do Charlie Brown. De que forma começou a sua relação com o Chorão?
T: Conheci o Chorão no ano 2000, numa experiência muito louca. Antes do Conexão Baixada, eu tinha uma banda chamada “O Grito da Rua”, e fiz um show num lugar aqui em Santos chamado “Fonte do Sapo”, que era na praia, num projeto da Prefeitura. Aí, to lá cantando e tal, de repente eu vejo atrás de uma pilastra ao lado do palco, entocado, com o boné na cara se escondendo… e porra, comecei a olhar, reparar naquele cara e pensei: “Será que é o Chorão? Não pode ser…” Pois esse ano ele já estava estourado, gravando o “Nadando Com os Tubarões”, com o Charlie Brown a milhão. Aconteceu que ele passou de carro, ouviu o som (que ele já conhecia, pois tínhamos uma música tocando na rádio regional) e parou pra ver nosso show.
O rapaz que era dono do projeto, o reconheceu e perguntou se ele podia cantar uma música com a gente e ele aceitou, sem nada combinado. O cara encostou em mim e falou: “O Chorão quer cantar uma contigo…” O bagulho tava lotado, do nada embicou o Chorão lá, e o local “veio abaixo”!
Tivemos uma ideia meio rápida quando acabou e ele disse: “Noís se tromba, mano! Da hora o som, conheço sua caminhada e parei pra te ver tocar.” Dali pra frente, encontrei ele numa rádio, eu tinha sofrido um acidente… ele ia fazer um show na Paia da Enceada, no Guarujá e me chamou pra cantar uma com ele. Cheguei lá, era uma gig foda, o Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), os metais do Regaae Bee e o Black Alien tava lá também… e o “Tuba” caiu de paraquedas no meio desses dinossauros da música! (risos) Caí pra dentro, representei, lembro como se fosse hoje… geral com a mão pro alto. O Chorão veio e falou: “Porra mano, você é mil grau. Quero que você comece a acompanhar meus shows, você topa?” Topei e aí começou a amizade, foi um cara que ajudou muito a gente… E nessa época, tive a honra de fazer vários com a formação original, que era o Pelado, Marcão, Champignon e o Chorão, os caras no auge da fama, dividindo o sucesso com a gente. E foi uma experiência muito válida, éramos uma banda de garagem e, através do parceiro, a gente pode começar a aprender como trabalhava a equipe de uma banda que estava no auge. E ligeiro como a gente é, começamos aprender.
Logo na sequência, veio a briga dele com os caras e o convite pra fazermos o Imunidade Musical, que foi um disco divisor de águas pro Charlie Brown.

– Em 2007, você participo do filme “O Magnata”, tendo grande destaque como o personagem Minsitro. Como foi essa experiência?
T: Na sequência, veio o filme. Eu tava mal, porque minha mãe tinha morrido, tinha perdido minha coroa… os caras me apoiaram nessa época, me convidando pra fazer o filme. Porra, nunca tinha feito nada, nem teatro, nem cinema, acabei representando e ganhei o papel. Foi uma experiência muito importante pra nós, são muitas lembranças boas. Só que tínhamos uma amizade que incomodava muita gente que era próxima ao Chorão, tinham ciúme. Até que em 2008, cada seguiu seu caminho na paz, mas com certeza, independente das diferenças que existiram entre nós depois, são coisas que vão morrer junto comigo. Conheci muitos amigos através dele.

– Finalizando, mande um recado pra Família 013 e nos conte quais os projetos para 2017.
T: Vou deixar um salve pra Família 013, que na verdade era a maior arma que o Chorão tinha ao lado dele. Ele sempre teve um público muito fiel, que a gente tem que tirar o chapéu pra essa rapaziada, que acompanhava ele pelo Brasil inteiro, sem preguiça nenhuma… que inclusive nos acolheu e sempre nos apoiou. Tamo junto!
Família Conexão Baixada segue firme, apesar das turbulências, dos altos e baixos das mudanças do mercado, a gente ainda resiste. Nascemos Conexão Baixada e assim vamos morrer! Em 2017 vem um disco novo e a gente com o apoio da Família 013.

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